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Eclesiastes

Eclesiastes 1

Tudo é futilidade

Sobre o livro de Eclesiastes

Reflexões de um sábio que se apresenta como Coélet, palavra hebraica traduzida por Pregador. Ele observa o trabalho, o prazer, a riqueza e a morte e repete que tudo é vaidade, um sopro passageiro, mas recomenda aproveitar a vida com simplicidade e temer a Deus.

Quem escreveu
O autor se apresenta como filho de Davi e rei em Jerusalém, e a tradição o identifica com Salomão. Muitos estudiosos pensam num sábio posterior, que usou a figura do rei como recurso literário.
Quando
A tradição o situa no tempo de Salomão, no século X antes de Cristo; muitos estudiosos, pela língua, pensam numa escrita por volta dos séculos IV ou III.
Para quem
Não se sabe ao certo; parece dirigido a jovens e a leitores que buscam sentido na vida.

Antes de ler. O livro começa com a voz do Pregador, que se apresenta como filho de Davi e rei em Jerusalém, e anuncia logo seu tema principal.

Palavras do Pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém. Futilidade das futilidades! - diz o Pregador - futilidade das futilidades! Tudo é fútil! Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho que ele trabalha abaixo do sol? Geração vai, e geração vem; porém a terra permanece para sempre. O sol nasce, e o sol se põe; e se apressa ao seu lugar onde nasceu. O vento vai ao sul, e rodeia para o norte; continuamente o vento vai rodeando e voltando aos lugares onde circulou. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar onde os ribeiros correm, para ali eles voltam a correr. Todas estas coisas são tão cansativas, que ninguém consegue descrever; os olhos não ficam satisfeitos de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso será; e o que se fez, isso será feito; de modo que nada há de novo abaixo do sol. Existe algo que se possa dizer: Vê isto, que é novo?Isso já existia nos tempos passados, que foram antes de nós. Não há lembrança das coisas que já aconteceram; e das coisas que vão acontecer, também delas não haverá lembrança entre aqueles que vierem depois. Eu o Pregador, me tornei rei sobre Israel em Jerusalém. E dei meu coração a investigar e pesquisar com sabedoria sobre tudo o que acontece abaixo do céu; esta cansativa ocupação Deus deu aos filhos dos homens, para que nela fossem forçados. Vi todas as obras que são feitas abaixo do sol, e eis que tudo é futilidade e aflição de espírito. O que é torto não pode ser endireitado; o que está em falta não pode ser contado. Eu falei ao meu coração, dizendo: Eis que eu me tornei grande, e aumentei em sabedoria, sobre todos os que tinham sido antes de mim em Jerusalém; e meu coração experimentou uma abundância de sabedoria e conhecimento. E dei meu coração para entender sabedoria, e para entender loucuras e tolices; e percebi que também isto era aflição. Porque na muita sabedoria há muito aborrecimento, e aquele que aumenta em conhecimento aumenta em angústia.

Estudo do capítulo

Tudo é futilidade

O Pregador declara que tudo é futilidade e pergunta que proveito o ser humano tira de todo o seu trabalho. As gerações passam, o sol, o vento e os rios giram sem parar, e nada há de novo abaixo do sol. Ele buscou a sabedoria e descobriu que muito saber traz muito aborrecimento.

Texto: Bíblia Livre (Creative Commons). Toque num versículo para grifar, anotar, salvar ou ver os textos ligados. Sobre o texto